A mente é um macaco bêbado – e em chamas – depois de levar uma picada de cobra
(provérbio indiano).
***
... No caminho para o trabalho, ao acaso, lembrou-se do encanto do desconhecido e das PRIMEIRAS vezes que foi jogado naquela montanha-turca: o sobe e desce (emoção barata). Sua testa insistia em reclamar, formigando entre ódio e prazer. A adrenalina só veio quanto quase bateu as botas... Na esquina a placa dizia: Comida por quilo (refeição barata). Nem reparou. Sua cabeça estava à milhas de distância (clichê barato).
Desceu do carro apressado, visualizando o rato escondido dentro da sua toca. Um táxi o seguia de longe. Nem reparou. Não era a primeira vez que isso acontecia. O zunido no ouvido avisa da chegada de energias ocultas. não era a primeira. nem reparou.
– Hoje não quero saber de nada. vou sair à noite. me debruçar sobre arvores de vidro. galhos afiados apontados para cima. Pelo menos tinha algo para ajuda-lo esquecer. amnésia induzida. lembranças retorcidas no calor do asfalto.
A força de sua mandíbula abria portas & As janelas fingiam que respeitavam sua arrogância. Quase-Excelência. Último andar. Desceu do elevador cumprimentando os funcionários. Não olhava nos olhos/ olhava pra baixo. massa cinzenta reduzida à fumaça opaca, reflexão estúpida, blankspace/backspace. As pessoas admiravam seu dinheiro. Quem não iria querer um pedaço?
Entra na sala GRANDE: quadros, couro, bronze, líquido...
Liga a tela: - Hoje temos a presença do ilustre pianista Alexis (troca) ... a bolsa de valores abriu o dia em ligeira alta impulsionada pela taxa de juros e mostra a confiança do mercado...(troca) – Nosso próximo convidado é um artista talentoso e um ser humano incrível...(troca)
Remexendo as gavetas do escritório, cavando por entre dúzias de flores perdidas. Uma imagem, duas imagens.
Porquesquecemos? Se lembrássemos de tudo nosso cérebro entraria em colapso nervoso. Esquecer é natural e saudável(troca) Achei! o canhoto, consumidor lesado. fila de banco. não espera sentado. 30 minutos. no máximo. preciso pensar sobre esse caso. (troca). Levanta rapidamente. olhar pela janela: horizonte inerte. tédio latente. olhar para baixo. sem cerimônia/sem amônia. rinocerontes, moscas voando coladas ao chão. Maritacas não se misturam facilmente ao oceano salgado. Daqui de cima as coisas parecem mais bonitas do que realmente são. Quanto mais perto você chega, mais feia fica a coisa. é a lei da vida. não me pergunte porque. mais interessado na escrita dos limites do que nos limites da escrita.
- hora do almoço. O estomago chorando a fome pela boca. Carvão moído & Petróleo pra rebater. (troca) (pela tela): - Bárbara, me liga com o Ligeirinho. japonês ou chinês? – Escolhe pra mim alguns pedaços de sushi levemente ressecados (troca)...
terça-feira, 2 de setembro de 2008
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
"Não há nada a ser negado, nada
A ser afirmado ou apreendido; pois Aquilo
não pode ser concebido.
Os iludidos são agrilhoados pelas fragmentações do intelecto;
A espontaniedade permanece pura e indivisa".
Sarahapâda, monge budista do século VIII.
A ser afirmado ou apreendido; pois Aquilo
não pode ser concebido.
Os iludidos são agrilhoados pelas fragmentações do intelecto;
A espontaniedade permanece pura e indivisa".
Sarahapâda, monge budista do século VIII.
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Visite Port Watson!
Como eu ando meio perdido, falando sobre ilhas fantásticas e universos paralelos, revolvi escancarar de vez. Hoje vou falar sobre um dos mais guardados e enigmáticos mistérios da ficção científica, o texto “Visit Port Watson”. Aparentemente, é uma narrativa banal, mas sobre o recife de corais encontramos uma visão radical de mundo. Sua autoria é desconhecida e investigada, só que descobrir quem escreveu esse pequeno “guia turístico” pouco importa. Assim como a maioria das pessoas, eu também quis acreditar...
A utopia (autônoma) da ilha de Sonrorol foi supostamente publicada pela primeira vez na edição única do microzine Libertarian Horizons: A journal for the Free Traveler (Horizontes Libertários: Um Diário para o Viajante Livre). O texto ganhou popularidade na década de 80 ao participar da antologia de contos e ilustrações Semiotext[e], publicada no Brasil com o nome de Futuro Proibido (Editora Conrad).
A utopia (autônoma) da ilha de Sonrorol foi supostamente publicada pela primeira vez na edição única do microzine Libertarian Horizons: A journal for the Free Traveler (Horizontes Libertários: Um Diário para o Viajante Livre). O texto ganhou popularidade na década de 80 ao participar da antologia de contos e ilustrações Semiotext[e], publicada no Brasil com o nome de Futuro Proibido (Editora Conrad).
A resolução do enigma aconteceu aos poucos, mas a verdade foi revelada. O ensolarado Estado de Sonsorol, realmente existe e é reconhecido como nação independente. Atravessamos a última fronteira.
"E coragem para jamais submeter-se ou ceder: e o que mais não poderá ser vencido?"
JOHN MILTON, Paradise Lost
JOHN MILTON, Paradise Lost
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Land of the Lost

Lembra de uma série (trash!) que passava na Globo chamada O Elo Perdido? Era a história de uma família perdida numa ilha infestada por dinos e seres reptilianos. Pois então, a série vai virar filme com Will Ferrell como protagonista. Parece que os efeitos especiais serão bem mais modernos, o que é uma pena. Mas o style continua o mesmo.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Colisão
Sede eterna:
- repousaste sobre a agulha envenenada do desejo
magnetizado.
Impacto espumante & vapor fervente!
Endorfina escaldada por rasteiras
anteriores.
Asteróide rosnando
inerte em direção ao silêncio amortecido.
Mordida de vespa na pele metálica!
Construímos sua fortaleza sem o pé de apoio:
- suspensa por definitivas linhas decoradas
(e imaginadas).
Nosso estranho entourage:
- Alguns poucos repassam seus textos,
ensaiados sob à fraca luz de uma bateria renovável.
- repousaste sobre a agulha envenenada do desejo
magnetizado.
Impacto espumante & vapor fervente!
Endorfina escaldada por rasteiras
anteriores.
Asteróide rosnando
inerte em direção ao silêncio amortecido.
Mordida de vespa na pele metálica!
Construímos sua fortaleza sem o pé de apoio:
- suspensa por definitivas linhas decoradas
(e imaginadas).
Nosso estranho entourage:
- Alguns poucos repassam seus textos,
ensaiados sob à fraca luz de uma bateria renovável.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
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